Em síntese
O dia juntou três vetores: o BofA voltou a recomendar Brasil, as pesquisas mostraram segundo turno empatado e o estrangeiro, que sacou R$ 18 bilhões em agosto, voltou a comprar.
O resultado foi o maior fechamento do Ibovespa desde maio e o dólarDólarAtivoRelação cambial entre o dólar dos Estados Unidos e o real brasileiro.Abrir no Mapa do Mercado ↗ mais baixo em um mês.
O que sabemos
06Fato verificado · material
O Bank of America elevou a recomendação das ações brasileiras de marketweight, posição mantida desde junho, para overweight em 8 de setembro, citando desaceleração da atividade e inflação mais baixa que permitem um ciclo mais profundo de cortes de juros, com Selic projetada em 11,25% no fim de 2027, ante 12,75%, segundo InfoMoney e Money Times.
É o fato gerador do dia, com efeito sobre fluxo e alocação.
Fato verificado · material
O dólarDólarAtivoRelação cambial entre o dólar dos Estados Unidos e o real brasileiro.Abrir no Mapa do Mercado ↗ fechou a R$ 5,089, queda de 0,79%, menor cotação de fechamento desde 7 de agosto, segundo Agência Brasil e Poder360.
Confirma o alívio no câmbioDólarAtivoRelação cambial entre o dólar dos Estados Unidos e o real brasileiro.Abrir no Mapa do Mercado ↗.
Fato verificado
O fluxo estrangeiro na B3 foi positivo em R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões de setembro, R$ 1,7 bilhão só em 3 de setembro, após saída líquida de R$ 18,1 bilhões em agosto; o BofA calcula R$ 6 bilhões de entrada no mercado à vista em dez dias, recorte distinto, segundo o InfoMoney.
Mostra a reversão do fluxo que puxou a alta.
Fontes[07]Fato verificado
Os juros futuros recuaram: o DI para janeiro de 2029 fechou a 13,815%, ante 13,885%, e o DI para janeiro de 2036 a 14,015%, ante 14,20%, segundo o Money Times.
Mostra o efeito na curva de juros.
Fontes[08]
Transmissão para os ativos
Leitura de mercado
O mercado não comprou um resultado eleitoral, comprou juros mais baixos: o BofA justifica o upgrade pela Selic, não pelas urnas.
Enquanto o estrangeiro reverter agosto, o Ibovespa tem suporte, mas a tese depende do Copom de 16 de setembro e do petróleo perto de US$ 100 não contaminar a inflação.
Impacto na carteira
03Upgrade de banco global e volta do fluxo estrangeiro sustentam o índice em ações sensíveis a juros.
Positivo enquanto a tese de juros valer.
O que muda a leitura: Depende do Copom confirmar a trajetória de cortes e do fluxo persistir.
Entrada de capital estrangeiro em ações pressiona o dólarDólarAtivoRelação cambial entre o dólar dos Estados Unidos e o real brasileiro.Abrir no Mapa do Mercado ↗ para baixo.
Negativo para o dólarDólarAtivoRelação cambial entre o dólar dos Estados Unidos e o real brasileiro.Abrir no Mapa do Mercado ↗, positivo para o real.
O que muda a leitura: Reverte com pesquisas que descolem um candidato ou com choque externo.
A aposta em Selic a 11,25% em 2027 puxa a ponta longa para baixo.
Juros futuros em queda.
O que muda a leitura: Depende da inflação de combustíveis e do Copom.
A direção é uma hipótese explicativa, não uma previsão ou recomendação.
Próximos sinais
O que acompanhar
- Copom de 15 e 16 de setembro.
- Fluxo estrangeiro diário da B3.
- Próximas pesquisas eleitorais e o efeito no câmbioDólarAtivoRelação cambial entre o dólar dos Estados Unidos e o real brasileiro.Abrir no Mapa do Mercado ↗.
Limites da apuração
O que ainda não sabemos
- O fluxo de R$ 6 bilhões do BofA e o de R$ 3,9 bilhões da B3 medem janelas e mercados diferentes.
- O Seu Dinheiro descreve a mudança do BofA como de neutro para compra; o InfoMoney, como de marketweight para overweight, mesma escala.