CMN proíbe FIDCs de comprar créditos judiciais ainda incertos e exige nova avaliação dos que já estão nas carteiras
O Conselho Monetário Nacional aprovou em 24 de setembro mudanças nas regras dos fundos de investimento em direitos creditórios que proíbem a compra de créditos originados de ações judiciais ou arbitragens que ainda não tenham liquidez, certeza e exigibilidade. Segundo dados da CVM, os fundos tinham cerca de R$ 35,2 bilhões expostos a créditos judiciais em julho. Os créditos já em carteira não são eliminados, mas a partir de 4 de janeiro de 2027 passam a exigir métodos de avaliação mais rigorosos, com auditoria independente e mais transparência. As mudanças ocorrem em meio às operações contra lavagem de dinheiro com fundos, como a Carbono Oculto.