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Estresse de Crédito

Ciclo de deterioração do crédito corporativo e ao consumo no Brasil, medido por inadimplência, recuperações judiciais e condições de concessão.

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Últimos 90 dias

O que as fontes estão dizendo

O estresse de crédito saiu dos casos isolados para a estatística: a inadimplência bancária bateu recorde em julho segundo o BC, com o calote das famílias no maior nível da série e o crédito livre a 6,4% — mesmo com o Desenrola 2.0 em vigor. O quadro conversa com o salto de provisões da Caixa e com a medida de mitigação de risco que o BC prepara.

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 18 artigos verificados

Transmissão para o mercado

Por que isso importa

Inadimplência alta encarece funding, aumenta provisões dos bancos, amplia spreads de crédito privado e alimenta reestruturações societárias.

Mecanismo explicativo, não previsão ou recomendação.

Artigos em ordem cronológica

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MACROBrasil

Medidas anunciadas antes da eleição exigem ajuste de até R$ 42,3 bilhões no Orçamento de 2027, com Bolsa Família, Desenrola e fim das bets

O reajuste do Bolsa Família, a terceira fase do Desenrola e a proibição das bets, anunciados na semana anterior ao primeiro turno, exigirão ajuste de até R$ 42,3 bilhões no Orçamento de 2027, segundo números apresentados pela equipe econômica e compilados pela imprensa. O reajuste do Bolsa Família, com o piso subindo de R$ 600 para R$ 691, custa R$ 22 bilhões; o Desenrola 3.0, R$ 15 bilhões; e o fim das apostas online retira R$ 5,3 bilhões de arrecadação prevista. O projeto de Orçamento de 2027 já está no Congresso e será executado pelo presidente eleito.

3 fontes26 de set. de 2026
MACROBrasil

Governo cria a terceira fase do Desenrola, em que a União compra até R$ 150 bilhões em dívidas das famílias com desconto mínimo de 90%

O presidente Lula assinou em 25 de setembro medida provisória que cria a terceira fase do programa Desenrola, na qual a União poderá comprar em leilão carteiras de dívidas vencidas há dois a quatro anos e meio, de até R$ 10 mil cada, e repassar o desconto aos devedores. Até R$ 150 bilhões em dívidas podem ser elegíveis, com desconto mínimo de 90%; o governo reservou R$ 15 bilhões para o programa, segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Caixa e Banco do Brasil poderão executar as operações, e o cronograma prevê chamada aos credores em novembro e início dos descontos em fevereiro de 2027.

3 fontes25 de set. de 2026
MACROBrasil

BC vê 90% de chance de a inflação estourar o teto da meta em 2026, e Galípolo alerta para oferta de crédito predatória

O Relatório de Política Monetária divulgado pelo Banco Central em 24 de setembro elevou de 79% para 90% a probabilidade de o IPCA de 2026 ficar acima do teto da meta, de 4,5%; para 2027, a chance subiu de 28% para 33%. Na apresentação do relatório, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse ver ofertas de crédito agressivas e até predatórias, com endividamento das famílias e comprometimento de renda em níveis elevados e inadimplência em alta, e afirmou que o BC estuda medidas e vai aumentar os atritos na concessão de crédito.

7 fontes24 de set. de 2026
MACROBrasil

Durigan diz que governo avalia Tesouro comprar dívidas antigas de famílias em leilão com desconto

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 18 de setembro que o governo estuda um programa em que o Tesouro Nacional compra dívidas antigas de famílias, adquiridas em leilão com descontos expressivos, para limpar o nome de devedores e o balanço dos bancos. A proposta será apresentada ao presidente Lula; segundo a Gazeta do Povo, a ideia é aplicar o modelo a dívidas com mais de cinco anos, com apoio da Emgea, a partir do início de 2027 e sem comprometer a meta fiscal.

2 fontes19 de set. de 2026
CORPORATEBrasil

BTG Pactual vira acionista majoritário do Nubank Parque em acordo com a WTorre e assume a gestão do estádio até 2044

O BTG Pactual tornou-se acionista majoritário do Nubank Parque, o estádio do Palmeiras antes chamado Allianz Parque, por acordo com a WTorre, que mantém participação relevante. O banco assume a gestão da arena até 2044, o valor não foi divulgado e a operação depende do Cade. A Enforce, braço de recuperação de crédito do BTG, havia comprado cerca de R$ 650 milhões em dívidas da WTorre em 2024, segundo Bloomberg Línea e Correio Braziliense.

2 fontes18 de set. de 2026
CORPORATEBrasil

GDF cria comissão para recuperar ativos do BRB no caso Master e negocia aportes com investidores estrangeiros

A governadora Celina Leão criou, pela Procuradoria-Geral do DF, uma comissão para recuperar ativos e estimar os danos causados ao BRB pela fraude do Banco Master, com primeira reunião em até cinco dias e prazo inicial de 30 dias. Em paralelo, o GDF confirmou negociações sob sigilo com investidores estrangeiros, incluindo grupos árabes, para aportes no banco.

4 fontes17 de set. de 2026
CORPORATEBrasil

Casas Bahia diz à CVM que não fez aportes no FIDC no 1º semestre e recebe cobrança da B3 por ações abaixo de R$ 1

Em resposta a ofício da CVM após reportagem da Veja, o Grupo Casas Bahia informou que não fez aportes no FIDC IBCB no primeiro semestre de 2026 e que o saldo das cotas subordinadas subiu de R$ 780 milhões para R$ 1,166 bilhão pelo resultado das próprias cotas, de R$ 386 milhões. A B3 exigiu cronograma para reenquadrar as ações, negociadas abaixo de R$ 1 desde 21 de julho.

2 fontes16 de set. de 2026
CORPORATEBrasil

Oncoclínicas troca o CFO e elege Maurício Hasson no lugar do interino Isaac Quintino em meio à reestruturação

O conselho da Oncoclínicas elegeu em 14 de setembro Maurício Hasson como diretor financeiro e de relações com investidores, no lugar de Isaac Quintino, que ocupava os cargos interinamente desde 24 de abril e deixa a companhia após a transição, depois de oito anos no grupo; Hasson tem mais de 14 anos em funções de CFO, passou pela própria Oncoclínicas entre 2015 e 2016 e vem de bancos de investimento no Brasil e nos Estados Unidos. A Bloomberg Línea registra que é a segunda troca de CFO em menos de um ano e que a mudança ocorre em meio à reestruturação extrajudicial de R$ 5,1 bilhões em dívida, com o JPMorgan citando a busca por um perfil para conduzir o processo.

3 fontes14 de set. de 2026
EMPRESASBrasil

PF conclui que nenhum crédito das carteiras de R$ 12,2 bilhões vendidas pelo Master ao BRB pôde ser confirmado

Relatório da Polícia Federal divulgado em 11 de setembro, após a retirada de sigilo determinada pelo STF, conclui que nenhum crédito das carteiras cedidas pelo Banco Master ao BRB pôde ser validado com lastro real: o BRB transferiu R$ 12,2 bilhões ao Master entre dezembro de 2024 e maio de 2025, R$ 4,05 bilhões deles depois de questionamentos do Banco Central, mesmo após alertas formais e pareceres técnicos contrários. A PF aponta 182 mil operações concentradas em apenas 12 valores padronizados e mais de 290 mil dos 358 mil clientes repetidos de cessões anteriores; os investigados negam irregularidades. Atualização de 13 de setembro: a PF totaliza cerca de R$ 17 bilhões em operações fictícias, com 2.700 procurações geradas automaticamente, e R$ 146,5 milhões em propina ao ex-presidente do BRB; o banco diz ser vítima e cita auditoria forense.

8 fontes11 de set. de 2026
MACROBrasil

Risco fiscal é o maior temor de 34% das instituições financeiras na pesquisa de estabilidade do BC

A parcela de instituições financeiras que aponta o risco fiscal como a maior ameaça à estabilidade do sistema subiu de 27% em maio para 34% em agosto, segundo a Pesquisa de Estabilidade Financeira do Banco Central divulgada em 3 de setembro e coberta por CNN Brasil e Poder360. A pesquisa ouviu 117 instituições entre 2 e 28 de julho; a inadimplência aparece como segundo risco, segundo o Poder360.

2 fontes03 de set. de 2026
EMPRESASBrasil

BC decreta liquidação da Trustee e da Banvox, distribuidoras ligadas ao Master

O Banco Central decretou em 3 de setembro a liquidação extrajudicial da Trustee DTVM e da Banvox DTVM, distribuidoras ligadas ao Banco Master por serviços de gestão de ativos, por violação às normas do sistema financeiro, segundo Money Times, Bloomberg Línea e Correio Braziliense. Com elas, o BC soma 17 liquidações em 2026, o maior número em um ano desde 2002, segundo InfoMoney e Valor.

5 fontes03 de set. de 2026
EMPRESASBrasil

Balanço atrasado do BRB trava empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC

Atualização de 5 de setembro: o governo do DF ajuizou ação no STF para obrigar a União a dar garantia ao empréstimo do FGC ao BRB, segundo Correio Braziliense, Valor, Estadão e Poder360. O BRB está com os balanços atrasados desde março de 2026, e o atraso trava a liberação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos, que exige acesso às demonstrações antes de liberar os recursos, segundo CNN Brasil e Bloomberg Línea. Segundo a CNN, a decisão de Fux que manteve os aportes mensais de R$ 394 milhões do TJBA alivia, mas não resolve, a pressão de liquidez.

10 fontes01 de set. de 2026
EMPRESASBrasil

Braskem pede recuperação extrajudicial e B3 exclui a ação dos índices

A Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial em 24 de agosto, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, no dia em que expirava a proteção cautelar obtida junto aos credores. Segundo o NeoFeed, a dívida a reestruturar é de US$ 10,9 bilhões. O InfoMoney registrou que a B3 excluirá BRKM3 e BRKM5 de 18 carteiras de índices, incluindo o Ibovespa, a partir de 25 de agosto.

5 fontes24 de ago. de 2026