Em síntese
A primeira pesquisa após a crise no Supremo não moveu o primeiro turno.
A reprovação do governo abriu a maior distância do ano e o segundo turno segue empatado, com o Nordeste, base histórica do PT, dando o sinal de desgaste.
O que sabemos
04Fato verificado · material
Na pesquisa Genial/Quaest realizada de 3 a 6 de setembro com 2.004 entrevistas e margem de 2 pontos, Lula tem 36% e Flávio Bolsonaro 29% no primeiro turno, com Augusto Cury em 8%, Ronaldo Caiado e Renan Santos em 3% e Romeu Zema em 2%, segundo Money Times, Seu Dinheiro e g1.
Fixa o quadro da disputa a um mês do primeiro turno.
Fato verificado · material
A reprovação do governo Lula chegou a 50% e a aprovação a 43% na mesma pesquisa, ante 48% de reprovação em agosto e 47% em julho, a maior distância entre reprovação e aprovação registrada pelo instituto no ano, segundo Exame e g1.
Mostra o desgaste do governo antes da eleição.
Fato verificado
No segundo turno simulado, Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 41% cada, com 13% de brancos e nulos e 5% de indecisos; Lula caiu de 37% para 36% no primeiro turno ante a pesquisa de 2 de agosto, segundo o Money Times.
Confirma que a eleição segue aberta.
Fontes[01]Fato verificado
No Nordeste, a reprovação do governo subiu de 29% em julho para 35%, segundo a Exame; a Exame também reporta que Lula lidera entre quem teve ganho de renda acima do custo de vida, por 77% a 14%, e Flávio entre quem perdeu poder de compra, por 55% a 26%.
Explica o canal econômico do voto.
Transmissão para os ativos
Leitura de mercado
O mercado precifica menos o nome e mais a chance de um governo com âncora fiscal crível.
Um segundo turno empatado prolonga a volatilidade do câmbio e da ponta longa, e a piora no Nordeste sugere que a inflação de alimentos e serviços pesa mais que a renda.
Impacto na carteira
02Empate no segundo turno mantém o prêmio eleitoral no câmbio até a definição do quadro fiscal do próximo governo.
Volatilidade, sem direção clara.
O que muda a leitura: Muda se as próximas pesquisas mostrarem descolamento de um candidato.
Reprovação em alta e disputa aberta alimentam a rotação entre setores sensíveis a política fiscal e estatais.
Sem direção definida.
O que muda a leitura: Depende do fluxo estrangeiro, que saiu em agosto.
A direção é uma hipótese explicativa, não uma previsão ou recomendação.
Próximos sinais
O que acompanhar
- Próxima rodada Quaest e pesquisas Datafolha e Ipsos-Ipec de setembro.
- Reação do governo com medidas de renda antes do primeiro turno.
- Volatilidade do dólar e da curva com as pesquisas.
Limites da apuração
O que ainda não sabemos
- Os registros no TSE diferem entre a pesquisa eleitoral (BR-01720/2026) e a de avaliação (BR-07065/2026), ambas com o mesmo campo.