Em síntese

A parcela de instituições financeiras que aponta o risco fiscal como a maior ameaça à estabilidade subiu de 27% em maio para 34% em agosto, segundo a Pesquisa de Estabilidade Financeira do BC divulgada em 3 de setembro e coberta por CNN Brasil e Poder360.

A pesquisa ouviu 117 instituições entre 2 e 28 de julho, antes do envio do Orçamento de 2027; a inadimplênciaEstresse de CréditoTemaCiclo de deterioração do crédito corporativo e ao consumo no Brasil, medido por inadimplência, recuperações judiciais e condições de concessão.Abrir no Mapa do Mercado ↗ aparece como segundo risco, segundo o Poder360.

O resultado sai na semana em que a dívida bruta chegou a 82,5% do PIB e o governo apresentou um orçamento com superávit estreito, dois fatos já publicados pelo NEXO.

O que sabemos

04
  1. Fato verificado · material

    Na Pesquisa de Estabilidade Financeira do Banco Central divulgada em 3 de setembro de 2026, 34% das instituições apontam o risco fiscal como o mais importante para a estabilidade, ante 27% em maio.

    Mede a escalada do risco fiscal na visão dos bancos.

    Fontes[01][02]
  2. Fato verificado · material

    A pesquisa foi realizada de 2 a 28 de julho de 2026 com 117 instituições do Sistema Financeiro Nacional.

    Situa a amostra e a data-base.

    Fontes[01][02]
  3. Fato verificado

    Segundo o Poder360, a inadimplênciaEstresse de CréditoTemaCiclo de deterioração do crédito corporativo e ao consumo no Brasil, medido por inadimplência, recuperações judiciais e condições de concessão.Abrir no Mapa do Mercado ↗ é o segundo risco mais citado pelas instituições.

    Completa o ranking de riscos.

    Fontes[02]
  4. Fato verificado

    A pesquisa foi respondida antes do envio do Orçamento de 2027 e da divulgação da dívida bruta de 82,5% do PIB.

    Contextualiza a data-base frente aos fatos fiscais recentes.

    Fontes[01]

Transmissão para os ativos

Leitura de mercado

Para a curva de jurosCurva de JurosMacroConjunto das taxas de juros de mercado por prazo no Brasil, refletido nos títulos públicos, no Tesouro Direto e nos contratos de DI.Abrir no Mapa do Mercado ↗, um terço dos bancos com o fiscal como maior temor sustenta o prêmio das NTN-Bs longas mesmo com inflação em queda.

Para os bancos, risco fiscal e inadimplênciaEstresse de CréditoTemaCiclo de deterioração do crédito corporativo e ao consumo no Brasil, medido por inadimplência, recuperações judiciais e condições de concessão.Abrir no Mapa do Mercado ↗ no topo da lista sugerem provisões mais altas e crédito mais seletivo no segundo semestre.

Impacto na carteira

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NTN-Bs longas e bancosnegativo

Percepção de risco fiscal mais alta eleva o prêmio exigido nos títulos longos e o custo do crédito.

Negativa e gradual para a curva.

O que muda a leitura: A leitura muda se o Orçamento de 2027 for aprovado com meta crível ou se a dívida bruta estabilizar.

macro40% de confiança

A direção é uma hipótese explicativa, não uma previsão ou recomendação.

Próximos sinais

O que acompanhar

  • Relatório de Estabilidade Financeira completo do BC e a ata do Comef.
  • Tramitação do Orçamento de 2027 e o resultado primário de agosto.

Limites da apuração

O que ainda não sabemos

  • As coberturas não trazem o percentual dos demais riscos nem a comparação com agosto de 2025.

Fontes completas

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