Em síntese

O Treasury de 10 anos passou de 5%, a maior taxa desde 2007, com o mercado precificando mais altas do Fed.

O dólar subiu 1,3%, a R$ 5,17, e o Ibovespa caiu 0,86%.

O que sabemos

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  1. Fato verificado · material

    O rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano superou 5% em 23 de setembro, a maior taxa desde 2007, e o título de 5 anos passou de 5% pela primeira vez desde 2007.

    Marca um novo patamar do custo de capital global.

    Fontes[01][02]
  2. Fato verificado · material

    A alta foi atribuída a indicadores de atividade acima do esperado, alta do petróleo, leilão fraco de títulos de 5 anos e à precificação de três a quatro altas de juros do Fed nos próximos 12 meses.

    Mostra que o movimento é de juros reais e de política monetária.

    Fontes[01][02]
  3. Fato verificado · material

    O dólar subiu cerca de 1,3% em 23 de setembro e fechou a R$ 5,17, e o Ibovespa caiu 0,86%, a 185.814 pontos.

    Transmissão imediata ao câmbio e à bolsa brasileira.

  4. Fato verificado

    Segundo a InfoMoney, com base na Bloomberg, o Treasury de 10 anos chegou a 5,13% e o de 30 anos a cerca de 5,4%; o Tesouro americano ampliou recompras e prevê segunda operação em 24 de setembro, de até US$ 6 bilhões em títulos de 20 a 30 anos.

    Mostra a reação do Tesouro americano.

    Fontes[01]
  5. Fato verificado

    Segundo a Agência Brasil, o dólar se aproximou de R$ 5,17 com notícias do exterior e das eleições; segundo a Exame, a alta foi de 1,28%, a R$ 5,168.

    Registra a leitura local do movimento.

    Fontes[03][04]

Transmissão para os ativos

Leitura de mercado

Com Treasuries acima de 5%, o diferencial de juros que sustentava o real encolhe e o câmbio passa a reagir mais ao ciclo do Fed do que ao Copom; a curva longa de DI tende a acompanhar, o que torna mais difícil a continuidade dos cortes da Selic em novembro.

Exportadoras dolarizadas ganham, enquanto varejo e empresas alavancadas perdem.

Impacto na carteira

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Câmbio (BRL)negativo

Juros americanos acima de 5% reduzem o diferencial que sustenta o real.

Real mais sensível ao ciclo do Fed.

O que muda a leitura: Treasuries permanecerem acima de 5%.

câmbio60% de confiança
DI jan/29 e jan/31positivo

Curva longa acompanha a alta global de juros.

Menos espaço para cortes da Selic.

O que muda a leitura: Fed confirmar novas altas.

juros50% de confiança
Ibovespanegativo

Custo de capital maior reduz o valor presente das ações.

Exportadoras compensam parte da queda.

O que muda a leitura: Saída de fluxo estrangeiro persistir.

macro40% de confiança

A direção é uma hipótese explicativa, não uma previsão ou recomendação.

Próximos sinais

O que acompanhar

  • PCE de agosto e falas de dirigentes do Fed
  • Leilões do Tesouro americano e recompras de títulos longos
  • Leilões de linha do Banco Central e a curva de DI

Limites da apuração

O que ainda não sabemos

  • O nível de fechamento do Treasury de 10 anos varia entre as fontes (5,10% na Bloomberg Línea e 5,13% na InfoMoney).
  • A alta do dólar aparece como 1,28% na Exame e 1,37% na Bloomberg Línea.

Fontes completas

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