Em síntese
O Treasury de 10 anos passou de 5%, a maior taxa desde 2007, com o mercado precificando mais altas do Fed.
O dólar subiu 1,3%, a R$ 5,17, e o Ibovespa caiu 0,86%.
O que sabemos
05Fato verificado · material
A alta foi atribuída a indicadores de atividade acima do esperado, alta do petróleo, leilão fraco de títulos de 5 anos e à precificação de três a quatro altas de juros do Fed nos próximos 12 meses.
Mostra que o movimento é de juros reais e de política monetária.
Fato verificado
Segundo a InfoMoney, com base na Bloomberg, o Treasury de 10 anos chegou a 5,13% e o de 30 anos a cerca de 5,4%; o Tesouro americano ampliou recompras e prevê segunda operação em 24 de setembro, de até US$ 6 bilhões em títulos de 20 a 30 anos.
Mostra a reação do Tesouro americano.
Fontes[01]
Transmissão para os ativos
Leitura de mercado
Com Treasuries acima de 5%, o diferencial de juros que sustentava o real encolhe e o câmbio passa a reagir mais ao ciclo do Fed do que ao Copom; a curva longa de DI tende a acompanhar, o que torna mais difícil a continuidade dos cortes da Selic em novembro.
Exportadoras dolarizadas ganham, enquanto varejo e empresas alavancadas perdem.
Impacto na carteira
03Juros americanos acima de 5% reduzem o diferencial que sustenta o real.
Real mais sensível ao ciclo do Fed.
O que muda a leitura: Treasuries permanecerem acima de 5%.
Curva longa acompanha a alta global de juros.
Menos espaço para cortes da Selic.
O que muda a leitura: Fed confirmar novas altas.
Custo de capital maior reduz o valor presente das ações.
Exportadoras compensam parte da queda.
O que muda a leitura: Saída de fluxo estrangeiro persistir.
A direção é uma hipótese explicativa, não uma previsão ou recomendação.
Próximos sinais
O que acompanhar
- PCE de agosto e falas de dirigentes do Fed
- Leilões do Tesouro americano e recompras de títulos longos
- Leilões de linha do Banco Central e a curva de DI
Limites da apuração
O que ainda não sabemos
- O nível de fechamento do Treasury de 10 anos varia entre as fontes (5,10% na Bloomberg Línea e 5,13% na InfoMoney).
- A alta do dólar aparece como 1,28% na Exame e 1,37% na Bloomberg Línea.