Em síntese
O Banco do Japão subiu os juros para 1,25%, maior nível desde 1995, em decisão esperada.
É a segunda alta do ano e ocorre dois dias após o Fed elevar juros.
O aperto sincronizado reduz o diferencial de juros do Brasil.
O que sabemos
04Contexto
A decisão ocorre dois dias após o Fed elevar os juros para 3,75%-4,00% e dois dias após o Copom cortar a Selic para 13,75%, o que estreita o diferencial de juros do Brasil.
Contexto de aperto sincronizado entre economias avançadas.
Fontes[02]
Transmissão para os ativos
Leitura de mercado
O desmonte gradual do carry em iene tende a reduzir o fluxo para moedas emergentes de juro alto.
Para o real, o efeito é marginal enquanto a Selic seguir acima de 13%, mas soma-se ao Fed e ao Bolsa Família como fator de pressão na semana.
Impacto na carteira
01Carry em iene mais caro reduz demanda por moedas de alto juro.
Pressão marginal.
O que muda a leitura: Efeito pequeno enquanto a Selic seguir acima de 13%.
A direção é uma hipótese explicativa, não uma previsão ou recomendação.
Próximos sinais
O que acompanhar
- Reação do iene e possível intervenção do Ministério das Finanças
- Rendimento do JGB de 10 anos
- Fluxo estrangeiro na B3 na semana
Limites da apuração
O que ainda não sabemos
- Se haverá nova alta em dezembro
- O impacto sobre posições de carry em real